Os rodoviários entraram em greve a partir da meia noite desta terça-feira (29). Nesta manhã não há circulação de ônibus nos corredores do BRT, mas os ônibus regulares circulam parcialmente na cidade. A categoria pede melhorias salariais e das condições de trabalho. O Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da Primeira Região, porém, concedeu liminar declarando a paralisação dos rodoviários ilegal e marcou audiência de conciliação para segunda-feira, dia 4 de abril.
A presidente do TRT, desembargadora Edith Maria Correa Tourinho, concedeu uma liminar ao RioÔnibus determinando que o sindicato dos rodoviários não entrem em greve e siga suas atividades normalmente sob pena de multa diária no valor de R$ 200 mil.
Atualmente, quase 19 mil rodoviários no município do Rio transportam diariamente três milhões de pessoas.
O presidente do Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Ônibus do Rio (Sintraturb/RJ), Sebastião José da Silva, afirmou que de acordo com relatos dos profissionais da categoria que estão nas garagens, as empresas estão ligando e indo buscar em casa os motoristas. Segundo ele, alguns motoristas estão sofrendo ameaças para saírem com os ônibus das garagens sob pena de sofrerem sansões e até demissão.
A decisão da greve foi na noite desta segunda-feira (28), durante assembleia da categoria na sede social do sindicato, em Rocha Miranda, na Zona Norte do Rio. De acordo com o Sintraturb/RJ, cerca de 450 motoristas e cobradores decidiram pela greve.
Durante audiência, no Ministério Público do Trabalho (MPT), de acordo com Silva, a proposta inicial feita pelos empresários foi a suspensão da paralisação da classe por setenta dias. No entanto, o MPT considerou o prazo longo demais e sugeriu que a categoria aguardasse até a próxima segunda-feira, dia 4 de abril .
Ainda conforme o sindicalista, os trabalhadores estão há mais de três anos sem reajustes de salário, tickets ou cesta básica.
Por meio de nota, o Rio Ônibus, sindicato das empresas de ônibus da Cidade do Rio, informou que repudia o movimento grevista. O sindicato pede que os profissionais não façam adesão à paralisação e retomem seus postos de trabalho. Veja a nota na íntegra:
“O Rio Ônibus repudia o movimento grevista, que prejudicará toda a sociedade carioca. A ação, que tentou ser impedida pelo Rio Ônibus por liminar judicial, não resolve o problema da classe, e agrava a atual crise de mobilidade na cidade do Rio. Mesmo em meio às dificuldades financeiras já conhecidas pela população, as empresas têm priorizado o pagamento dos rodoviários e a manutenção de seus empregos. O reajuste de salários depende de ações externas, já que três dos quatro consórcios se encontram em Recuperação Judicial. O Rio Ônibus pede que os profissionais não façam adesão à paralisação e retomem seus postos de trabalho, atendendo a população, até que haja resultados dos diálogos mantidos com a Prefeitura, na busca por soluções para o setor”.