O município de Paracambi está classificado pelo Governo do Estado como uma das cidades de alto risco de contágio do novo coronavírus, diante deste cenário, o Hospital de Lages, que é o único hospital da cidade, sofre com uma superlotação. A população, enxergando a crise de saúde, já vem adotando medidas junto com a prefeitura para diminuir a contaminação da covid-19, como é o caso das igrejas.
Diversos líderes religiosos de Paracambi, tem vindo a público pedir para que seus membros respeitem ao máximo o distanciamento social. Para colaborar, fecharam suas portas voluntariamente e como medida temporária, transmitirão seus cultos on-line para evitar aglomerações, que são a maior causa de contágio do vírus da covid-19.
Ainda por conta do colapso no sistema de saúde, os pacientes que outrora podiam ser encaminhados para municípios vizinhos como Miguel Pereira, Vassouras e Nova Iguaçu, agora encontram dificuldade de atendimento, porque estas outras cidades também estão atingindo sua capacidade máxima de socorro.
A falta de leitos na UTI da cidade tem gerado um cenário caótico, um exemplo disso é o relato de Tahaina Batista, que no último domingo usou um perfil pessoal nas redes sociais para desabafar sobre o caso de seu avô Luiz Geraldo Fraga de 75 anos, que foi diagnosticado com covid-19 no Hospital de Lages, mas não ficou internado. Após sofrer uma piora no caso, seu Luiz retornou ao Hospital e não conseguiu o atendimento adequado ou a transferência. A família o levou às pressas para o Hospital Geral de Nova Iguaçu, onde agora encontra-se em tratamento.
De acordo com dados divulgados ontem, 16 pela Secretaria de Saúde do município, Paracambi registra 2.233 casos confirmados, 62 óbitos e 3.127 vacinados. Até o momento a Secretaria não divulgou em qual bandeira de sinalização a cidade está classificada, sendo assim, não é possível distinguir quais medidas de restrição, do último Decreto Oficial de contenção da covid-19, estão valendo na cidade.