Saúde

Empreendedorismo feminino desponta na Baixada Fluminense

o empreendedorismo feminino vem ganhando espaço e cada vez mais mulheres tem se lançado no mercado de trabalho como empreendedoras.

O dia 8 de março é mundialmente conhecido pela celebração do Dia Internacional da Mulher, uma data que busca visibilizar as lutas femininas e celebrar suas conquistas sociais, econômicas, políticas e culturais. Neste ano, resolvemos dar espaço a mulheres que estão fazendo a diferença empreendendo, quebrando paradigmas sociais e se lançando em um mercado majoritariamente masculino.

Ora, mediante o cenário do desemprego no estado do Rio de Janeiro e principalmente na baixada fluminense, o empreendedorismo feminino vem ganhando espaço e cada vez mais mulheres tem se lançado no mercado de trabalho como empreendedoras.

A baixada fluminense é uma região no estado do Rio de Janeiro que abrange cerca de 13 municípios e se mantém com um dos piores índices de desenvolvimento social (IDS). O território sofre uma enorme degradação e carência de serviços básicos, como: educação, água e saneamento. O desemprego também é um dos maiores problemas enfrentados na região e afeta cerca de 12,8% de sua população, aproximadamente 2 milhões de pessoas.

Atualmente, estima-se que 51% dos novos empreendimentos são chefiados por mulheres. Um levantamento do Sebrae traçou o perfil das novas empresárias, que são sobretudo jovens, e estão atuando em áreas como: restaurantes, serviços de beleza e comércio de cosméticos. Assim como acontece com Raphaela Moura, moradora de Queimados e proprietária de um salão de beleza. A jovem, de 22 anos, decidiu investir suas economias em um empreendimento após um desencanto com o mercado de trabalho. “Eu trabalhava como atendente de telemarketing, não era valorizada e o salário mal dava para pagar as contas. Me capacitei, juntei minhas economias e hoje trabalho com o que gosto”, afirma a jovem.

Raphaela Moura ministrando workshop de auto maquiagem

Com isso, outras mulheres estão inovando e transformando um modelo de negócio através da necessidade local. Como é o caso de Letícia Assunção, jovem de 23 anos, moradora de Paracambi, e proprietária de um curso de musicalização infantil. “A ideia de montar o curso surgiu com a necessidade de trabalhar e dificuldade para a minha área – professora de música – na cidade. No início eu dava aula em casa e atendia apenas alguns alunos, hoje, a demanda aumentou e abri a sede do curso no centro da cidade, ” nos contou a Letícia.

Professora Letícia ministrando aula para as crianças

Apesar de ser uma prática que vem crescido há pouco tempo, existem empresas que já estão no mercado há alguns anos e servindo de inspiração e incentivo para as novas empreendedoras. Como é o caso de Fabiana Melo, moradora de Paracambi, e empresária no ramo comercial desde 1995. Passou da informalidade para um ponto fixo e hoje está consolidada há 25 anos no mercado local. “Tudo começou com uma viagem a São Paulo, onde surgiu a ideia de vender pelúcias. No início eu colocava tudo no porta malas do carro e vendia em exposições na região. Conforme a demanda foi crescendo, montei uma loja no centro da cidade e hoje tenho orgulho e amor pelo que faço, ” aponta Fabiana.

Fabiana em atendimento em sua loja

“Em uma região marcada pela pobreza, mães solos e falta de oportunidades, empreender se torna ainda mais difícil e ao mesmo tempo necessário para o sustento da mulher e sua família”, Yolanda Lopes, graduanda em história e colaboradora em um coletivo feminista na UFRRJ. O empreendedorismo feminino nesta região tem o papel mudar a realidade econômica do local, através de novos postos de emprego. Além disso, busca chamar a atenção para a liderança feminina e ampliar o espaço e visibilidade das mulheres, contribuindo para o rompimento de várias barreiras sociais.

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