Saúde

Empreendedorismo feminino desponta na Baixada Fluminense

o empreendedorismo feminino vem ganhando espaço e cada vez mais mulheres tem se lançado no mercado de trabalho como empreendedoras.

Fabiana Melo nos conta um pouco de sua trajetória no empreendedorismo feminino

O dia 8 de março é mundialmente conhecido pela celebração do Dia Internacional da Mulher, uma data que busca visibilizar as lutas femininas e celebrar suas conquistas sociais, econômicas, políticas e culturais. Neste ano, resolvemos dar espaço a mulheres que estão fazendo a diferença empreendendo, quebrando paradigmas sociais e se lançando em um mercado majoritariamente masculino.

Ora, mediante o cenário do desemprego no estado do Rio de Janeiro e principalmente na baixada fluminense, o empreendedorismo feminino vem ganhando espaço e cada vez mais mulheres tem se lançado no mercado de trabalho como empreendedoras.

A baixada fluminense é uma região no estado do Rio de Janeiro que abrange cerca de 13 municípios e se mantém com um dos piores índices de desenvolvimento social (IDS). O território sofre uma enorme degradação e carência de serviços básicos, como: educação, água e saneamento. O desemprego também é um dos maiores problemas enfrentados na região e afeta cerca de 12,8% de sua população, aproximadamente 2 milhões de pessoas.

Atualmente, estima-se que 51% dos novos empreendimentos são chefiados por mulheres. Um levantamento do Sebrae traçou o perfil das novas empresárias, que são sobretudo jovens, e estão atuando em áreas como: restaurantes, serviços de beleza e comércio de cosméticos. Assim como acontece com Raphaela Moura, moradora de Queimados e proprietária de um salão de beleza. A jovem, de 22 anos, decidiu investir suas economias em um empreendimento após um desencanto com o mercado de trabalho. “Eu trabalhava como atendente de telemarketing, não era valorizada e o salário mal dava para pagar as contas. Me capacitei, juntei minhas economias e hoje trabalho com o que gosto”, afirma a jovem.

A jovem Raphaela Moura, ministra workshop na Feira Indie, em novembro de 2018.
Raphaela Moura ministrando workshop de auto maquiagem

Com isso, outras mulheres estão inovando e transformando um modelo de negócio através da necessidade local. Como é o caso de Letícia Assunção, jovem de 23 anos, moradora de Paracambi, e proprietária de um curso de musicalização infantil. “A ideia de montar o curso surgiu com a necessidade de trabalhar e dificuldade para a minha área – professora de música – na cidade. No início eu dava aula em casa e atendia apenas alguns alunos, hoje, a demanda aumentou e abri a sede do curso no centro da cidade, ” nos contou a Letícia.

Letícia Assunção dando aula para crianças em Paracambi.
Professora Letícia ministrando aula para as crianças

Apesar de ser uma prática que vem crescido há pouco tempo, existem empresas que já estão no mercado há alguns anos e servindo de inspiração e incentivo para as novas empreendedoras. Como é o caso de Fabiana Melo, moradora de Paracambi, e empresária no ramo comercial desde 1995. Passou da informalidade para um ponto fixo e hoje está consolidada há 25 anos no mercado local. “Tudo começou com uma viagem a São Paulo, onde surgiu a ideia de vender pelúcias. No início eu colocava tudo no porta malas do carro e vendia em exposições na região. Conforme a demanda foi crescendo, montei uma loja no centro da cidade e hoje tenho orgulho e amor pelo que faço, ” aponta Fabiana.

Fabiana atende na loja Bya Toys no centro de Paracambi.
Fabiana em atendimento em sua loja

“Em uma região marcada pela pobreza, mães solos e falta de oportunidades, empreender se torna ainda mais difícil e ao mesmo tempo necessário para o sustento da mulher e sua família”, Yolanda Lopes, graduanda em história e colaboradora em um coletivo feminista na UFRRJ. O empreendedorismo feminino nesta região tem o papel mudar a realidade econômica do local, através de novos postos de emprego. Além disso, busca chamar a atenção para a liderança feminina e ampliar o espaço e visibilidade das mulheres, contribuindo para o rompimento de várias barreiras sociais.

FONTE: Paracambi Notícia