A falta de profissionais no Centro de Atenção Psicossocial Infantojuvenil (CAPSi) da Prefeitura de Paracambi tem sido uma grande preocupação para os usuários e seus familiares. Terapeuta ocupacional, psicomotricista, assistente social, fonodiólogo e psiquiatra são algumas das áreas que não possuem profissionais em número suficiente para atender a demanda. Além disso, mesmo havendo uma licitação ativa para a distribuição de galões de água potável para a Secretaria Municipal de Saúde, a unidade não possui água para os usuários e seus funcionários.
Diante dessa situação, muitos precisam levar água de casa ou adquirir nas ruas. As informações sobre a falta de profissionais e de água potável no CAPSi foram recebidas por meio de denúncias anônimas. A situação tem gerado transtornos para os usuários, que precisam lidar com a falta de recursos e profissionais para atender suas necessidades. Segundo relatos de usuários, o CAPSi tem funcionado de forma precária. As crianças que fazem terapia semanalmente estão sendo atendidas quinzenalmente, enquanto as que já faziam quinzenalmente estão sendo atendidas a cada 21 dias.
Essa é uma situação preocupante, uma vez que os usuários deveriam ser atendidos no mínimo uma vez por semana. A fonoaudióloga, por exemplo, deveria atender três vezes por semana, mas atualmente só consegue atender uma vez na semana. Isso ocorre porque ela é a única profissional nessa área que presta atendimento no CAPSi. Como resultado, ela está sobrecarregada e não consegue atender a todos que precisam. Além disso, uma psicóloga está de licença maternidade e não foi substituída, o que tem gerado sobrecarga de trabalho para a profissional que ficou. Até mesmo a recepção do CAPSi está sobrecarregada, com um único funcionário trabalhando sozinho. Essa situação é ainda pior porque a colega que o ajudava também saiu de licença maternidade e não foi substituída.
A Prefeitura que instituiu um dia no calendário oficial de eventos do município para caminhada do autismo, visando conscientizar a população sobre essa questão. No entanto, a própria gestão não está se importando com os autistas que estão sofrendo prejuízos com as questões de falta de profissionais e atraso nas terapias. A situação é alarmante e requer ação imediata das autoridades competentes para garantir que os usuários do CAPSi recebam o atendimento adequado e de qualidade que merecem. A falta de profissionais e recursos, aliada ao descaso da gestão, tem gerado prejuízos incalculáveis para a população mais vulnerável.
**Entramos em contato com a prefeitura e estamos aguardando um posicionamento dos mesmo.