Como principal meio de transporte, o trem sempre foi presente na vida dos paracambienses, além da história da cidade ser erguida pelos trilhos. Construído entre 1858 e 1861 pela Estrada de Ferro Dom Pedro II, o ramal Paracambi foi um dos primeiros ramais implantados pela companhia e de suma importância para o país.
História das estações do ramal:
Como ramal terminal, foi desenvolvido para ter um melhor acesso na região pertencente ao Vale do Café. A Estação dos Macacos – primeiro nome dado à estação de Paracambi – foi inaugurada em 1861 e contou com a presença do então imperador do Brasil Dom Pedro II, que era desenvolvedor do projeto da estrada de ferro. Na primeira década do século XX, passou a ser chamada de Paracambi, porém, entre os anos 1940 ganhou o nome de Tairetá, somente nos anos de 1960 voltou ao nome original, Paracambi. Durante muitos anos a linha de trem não terminava no centro da cidade, havia um bonde que levava até a Fábrica Brasil Industrial para ajudar do escoamento da produção.
A estação do bairro Lages é uma das mais antigas do Brasil, construída em 1858 para ajudar na construção do ramal. Inicialmente, denominada Nicanor Pereira e posteriormente mudado para Lages – por conta do rio Ribeirão das Lages -, a estação também servia como baldeação para um extinto ramal que levava até a represa na companhia Light – Ribeirão das Lages. Como afirma Clélia Ramos no livro História de Paracambi, “a Central do Brasil e a Light construíram uma linha particular para a passagem do trem de Ferro, ligando Lages a Ribeirão das Lages, conhecida como represa do Fontes. ”
A estação Dr. Eiras, foi construída em 1967 para ser o principal meio de acesso ao hospital psiquiátrico. Depois do fechamento do hospital, em 2004, o tempo foi deteriorando a plataforma e hoje as composições não realizam parada na mesma.
Situação do ramal atualmente:
Mesmo após o fechamento da fábrica, no final dos anos 90, o ramal Paracambi ainda exerce suma importância e não só para os moradores da cidade, mas para muitos de outros municípios. Com a implantação de um grande polo educacional – Fábrica do Conhecimento – no início do ano 2000, que abriga instituições como IFRJ, Cederj, Faetec, Villa-Lobos e o Instituto Superior de Tecnologia. Após a implantação do polo, o ramal passou a ser o principal meio de transporte de inúmeros estudantes que em de outras regiões para Paracambi.
Hoje, maio de 2020, o ramal Paracambi é administrado pela SuperVia e encontra-se fechado devido a pandemia do novo coronavírus, deixando inúmeros paracambienses e moradores da região sem o seu meio de transporte primordial.